sábado, 29 de dezembro de 2007

Amor Cólera

A Robson Arruda meu amor minha cólera.



Cólera no Dicionário: [Do gr. choléra, pelo lat. cholera, 'doença biliosa', 'ira'.]
S. f.
1. Impulso violento contra o que nos ofende, fere ou indigna; ira, raiva, fúria, furor, zanga.
2. A ferocidade dos animais: 2
3. Fig. Ímpeto, agitação: 2
4. Patol. Doença infecciosa aguda, contagiosa, que pode manifestar-se sob forma epidêmica, caracterizada, em sua apresentação clássica, por diarréia abundante, prostração e cãibras; cólera-morbo, mordexim.

Impulso violento esse tal de amor, o amor não é o que está presente nas paginas de romances em bancas de revistas, onde o leitor escolhe pelo titulo o amor que deseja ler, viver, idealizar para si...o amor também não é o escrito e assistido em novelas globais, fixo, imutável, sendo abalado apenas por antagonistas cruéis e suas artimanhas de conquistas.O amor literário se aproxima do vivido cotidianamente nas personagens de Shakspeare por seu desespero e nos de Bertolt Brecht por serem crus, palpáveis, visíveis e imprevisíveis.
O amor precisa ser experimentado, sofrido...fui infectada a um ano e alguns meses e dias, que não sei contar porque sempre fui péssima em matemática o que me levou a muitas finais na escola...após 23 anos imune a essa doença aguda, fui contagiada e posso dizer que fui feliz em muitos momentos dela...só que meu amor/doença teve um agravante, uma complicação que não encontrei a cura, e que acabou com o respeito e fez ir embora o meu ciúme juvenil...no lugar há outra coisa que não sei bem o nome...acho que não tem nome por isso vou chamar de cólera.Vivia de certa forma como a personagem Ariza de Gabriel Garcia Márquez só cuidando do meu amor...quando percebi que o amor é dois, que são cuidados específicos em cada caso...percebi após anos afogadas em mentiras que a verdade dói, mais clareia muitas coisas...mudei em dois dias, o que não mudava a meses...e comecei a repensar minha vida...a pensar nesse amor...pensar no amor vivido...no amor realizado...procuro agora não reaver esse amor...pois assim como os das bancas ele só ouve em papel digital...que deletei por muitas vezes para não parecer ridícula em entregar pedaços de mim em escritos e me desnudar mais do que já fiz por esse amor...nem sei se este ainda vai ser entregue...digito e penso na possibilidade de deletar... o que busco hoje é o que perdi em dois dias...busco a mim sobretudo...como a canção ...

La Despedida Não há mais vida, não háNão há mais vida, não háNão há mais chuva, não háNão há mais brisa, não háNão há mais brisa, não háNão há mais pranto, não háNão há mais medo, não háNão há mais canto, não háLeva-me...Aonde estiveres, leva-meLeva-me...Aonde estiveres, leva-meQuando alguém se vai, o que fica...Sofre maisQuando alguém se vai, o que fica...Sofre maisNão há mais céu, não háNão há mais vento, não háNão há mais céu, não háNão há mais fogo, não háNão há mais vida, não háNão há mais vida, não háNão há mais raiva, não háNão há mais sonho, não háLeva-me...Aonde estiveres, leva-meLeva-me...Aonde estiveres, leva-meQuando alguém se vai, o que fica...Sofre maisQuando alguém se vai, o que fica...Sofre maisSofre mais...

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