
O sol naquele momento já estava quente e tocava a nossa pele de maneira amena para depois ir queimando lentamente...o vento estava parado e quente, quando ele soprava levava punhados de areia para frente provocando um típico som leve nos nossos ouvidos, um som que só se ouve na praia
Estávamos os dois a caminhar...juntos e ao mesmo tempo sós a esperar a imagem perfeita, havia um aglomeramento de pescadores que puxavam uma rede de arrasto em busca de alimentos...olhamos atentamente esse trabalho lento e cansativo de encontrar em meio a rede os peixes maiores para serem vendidos...deixamos eles no seu puxar/vida e continuamos a caminhar, quando avistamos uma rede abandonada com um senhor que recolhia inúmeros peixinhos que morreram de boca aberta por falta de ar...enquanto recolhia ele nos relatava que eles são abandonados pelos pescadores que não tem consciência ambiental...ele recolhia lentamente com pesar da morte daquelas pequenas criaturas...caminhamos com ele até o seu destino com as mãos fechadas uma sobre a outra o apanhador de peixes levou eles até uma cova improvisada, onde a cruz por cima do tumulo instituído por ele eram de palitos de picolé...o homem continuou a fazer isso até retirar todos os peixes da rede...eram mini-covas uma do lado da outra...o homem enterrava ao mesmo tempo os seus sonhos de um mundo diferente onde se respeitasse os menores...e também enterrava peixes...o ar se tornava mais quente e o vento soprava mais forte para que os peixes quisessem dormir...quando mergulhamos no mar meu amigo me perguntou se eu queria voar ou conseguir ir no fundo do mar e continuar respirando, respondi que preferia o mar porque só tenho certeza que no ceu existem sol, planetas, estrelas, nuvem, lua...já no mar são tantas coisas pequenas e belas...eu nunca me cansaria de olhar o mar por dentro...talvez encontrasse nadando alguns daqueles peixinhos que estavam enterrados na areia...
Estávamos os dois a caminhar...juntos e ao mesmo tempo sós a esperar a imagem perfeita, havia um aglomeramento de pescadores que puxavam uma rede de arrasto em busca de alimentos...olhamos atentamente esse trabalho lento e cansativo de encontrar em meio a rede os peixes maiores para serem vendidos...deixamos eles no seu puxar/vida e continuamos a caminhar, quando avistamos uma rede abandonada com um senhor que recolhia inúmeros peixinhos que morreram de boca aberta por falta de ar...enquanto recolhia ele nos relatava que eles são abandonados pelos pescadores que não tem consciência ambiental...ele recolhia lentamente com pesar da morte daquelas pequenas criaturas...caminhamos com ele até o seu destino com as mãos fechadas uma sobre a outra o apanhador de peixes levou eles até uma cova improvisada, onde a cruz por cima do tumulo instituído por ele eram de palitos de picolé...o homem continuou a fazer isso até retirar todos os peixes da rede...eram mini-covas uma do lado da outra...o homem enterrava ao mesmo tempo os seus sonhos de um mundo diferente onde se respeitasse os menores...e também enterrava peixes...o ar se tornava mais quente e o vento soprava mais forte para que os peixes quisessem dormir...quando mergulhamos no mar meu amigo me perguntou se eu queria voar ou conseguir ir no fundo do mar e continuar respirando, respondi que preferia o mar porque só tenho certeza que no ceu existem sol, planetas, estrelas, nuvem, lua...já no mar são tantas coisas pequenas e belas...eu nunca me cansaria de olhar o mar por dentro...talvez encontrasse nadando alguns daqueles peixinhos que estavam enterrados na areia...
Um comentário:
gostei desse texto, mas o final foi ainda melhor.
achar no mar um dos peixinhos que haviam sido enterrados seria...
tanto impossível como uma dádiva".
o final é digno de quem tece os fios do pensamento. ou diria até do próprio sentimento.
um abraço.
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